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Agripino Costa e sua esposa  |
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Capela de Santa Dorotéia erigida em 1920 pelo Sr. Doroteu Sertão, e reformada em 2006.  |
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Luzia Pereira de Sousa  |
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Discurso do Governador Chagas Rodrigues
No ato de Instalação do Município.
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Como surgiu o “Município de Joaquim Pires”
indo de Barras de Maratoan pelos idos de 1880, chegou à Fazenda Cajueiro o Coronel Cândido Rodrigues de Carvalho, homem inteligente, conservador e astuto. Posteriormente adquiriu, por compra, outra fazenda conhecida por , propriedade dos herdeiros do Coronel Simplício Dias da Silva, o fidalgo de Parnaíba, detentor de fabulosa fortuna e de inconfundível prestígio em sua época, que distava apenas três quilómetros das terras onde hoje se ergue a cidade de Joaquim Pires.
O Coronel Cândido Rodrigues de Carvalho, mandou construir no local onde hoje é a Capela de Santa Dorotéia, um cercado provisório de madeira comum, para ali amansar o gado da , que era bastante bravío. Depois de domesticado, o gado era transportado para sua fazenda Cajueiro. Com o decorrer do tempo, o cercado foi caindo, ficando de pé apenas a porteira que era de madeira mais forte e resistente.
Pouco depois, chegou a Porteirinha o seu primeiro habitante -José Pereira de Souza - casado com Luzia Rosa Ferreira de Souza.
José Pereira de Souza alí chegando fez a sua casinha de palha, perto da lagoa, que nessa época, também recebia o batismo de Lagoa do Cajueiro.
Pouco tempo depois chegaram para residir nas aproximações os irmãos Tomaz e Manoel Tintino, este pai de dono Bernarda Cibina, ainda viva.
Mais tarde aportou em Porteirinha Doroteu Firmino Sertão, homem de algum recurso e de espírito progressista. Ali fez a sua primeira casa de tijolo e telha. Foi também o seu primeiro comerciante. E o povoado, continuava crescendo e se desenvolvendo em torno de sua imensa e marvilhosa lagoa.
Doroteu Sertão o audaz pioneiro de Porteirinha, em 1920 levantou no local do antigo curral de gado do Coronel Cândido Rodrigues de Carvalho, uma capela sob a invocação de Santa Dorotéia.
Essa capela continua até os dias atuais, tendo passado recentemente por uma grande reforma, mas sempre mantendo a estrutura inicial.
m 1927, vindo de Magalhâes de Almeida no Maranhão, chegava a Porteirinha o Sr. Agripino da Silva Costa, que vinha instalar uma filial de Romão & Cía., que funcionou até 1929.
Dissolvida a sociedade, Agripino da Silva Costa fixou definitivamente residência em Porteirinha, pois ja havia contraido nupcias em 1928 com Dona Maria de Araújo Lima.
Cidadão trabalhador e inteligente, em pouco tempo conquistou os predominios econômico, social e político do local. Filiado politicamente ao PDS e ligado ao Coronel Tomás Romão de Souza, de Buriti dos Lopes, ocupou por várias vêzes, o lugar de vereador naquele município, como representante de seu povoado.
E assim com seu prestígio, sua força de vontade, seu espirito público, passou a defender ardorosamente a emancipação política de seu povoado. Mas não levou em conta que a referida reenvidicação era contrária aos interesses dos poderossos de Buriti dos Lopes e Esperantina.
Mas como batalhador que era, nada o intimidou, juntou-se a um grupo de amigos da região, tais como Clarindo Lopes Castelo Branco, Manoel Martins, Joaquim Pires Costa, Raimundo Justino de Silva, Pedro Alcantara dos Santos, José Gomes de Paula, José Pereira Gomes, Francisco de Assis Silva, João Lucas Escórcio, Benedito Nicolau de Oliveira, Bernardo da Silva Costa, Alfredo Lima da Cunha, Domingos dos Santos Miranda, Francelíno da Silva Costa, José Mendes de Vasconcelos, Roseno Ferreira de Oliveira, Bernardo Martins, Flor Martins, Otávio Serafim, Antonio Silvino da Mata, Raimundo Bezerra, Doca Bezerra, Filomeno Ferreira de Sousa, Benedito Touceira, Raimundo José Monteiro D. Maroca Portela, Vicente Lopes da Silva, Antonio Cabecinha, Alexandre Cariri, Francisquinho Cabecinha e outros com o apoio dos Deputados Antonio Manuel Gaioso de Almeida Castelo Branco e João Clímaco de Almeida, levaram avante a luta, até que em 28 de Novembro de 1960, foi encaminhado a Assembleia Legislativa do Estado, pelo Deputado João Clímaco de Almeida o projeto de lei que pedia a emancipação política de nosso município.
Aprovado então, foi sancionada a Lei de No. 2054 de 06 de Dezembro de 1960, publicada no Diario Oficial de 17 de Dezembro de 1960, que diz :
LEI No. 2054 DE 6 DE DEZEMBRO DE 1960 Cria o Município de Joaquim Pires o GOVERNADOR DO ESTADO DO PIAUÍ:
Faço saber que o Poder Legislativo decreta e eu sanciono e promulgo a seguinte lei:
Art.1o. - Fica criado o Município de Joaquim Pires, tendo por sede o atual Povoado de Porteirinha, que passará à categoria de cidade, na data da publicacão desta lei.
Art.2o. - O Município de Joaquim Pires será constuído pelo Povoado Porteirinha e pelas datas “Santo Higino”, “Santo Antônio”, “Cajueiro”, “Almas”, “Sitio de São Felix” e “Solidade”, todas desmembradas do município Buriti dos Lopes.
Art.3o. - As eleições para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores realizar-se-ão concomitantemente com as eleições para Governador do Estado a 3 de outubro de 1962.
Art.4o. - O Município instalar-se-á a 28 de dezembro de 1960, cabendo ao Governado do Estado nomear o Prefeito que administrará o Município até a posse dos eleitos.
Art.5o. - Fica transferida a sede da Coletoria de Pintadas para sede do município criado por esta lei.
Art.6o. - Revogadas as disposições em contrário a presente lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio do Govêrno do Estado do Piauí, em Teresina, 6 de dezembro de 1960
Francisco das Chagas Caldas Rodrigues
Djalma Martins Veloso
Selada, numerada, sancionada e promulgada a presente lei no Gabinete Civil do Governador do Estado, aos seis dias do mês de dezembro do ano um mil novecentos e sessenta.
Audir Fortes Rebelo
Sub-Chefe do Gabinete, resp. pela Chefia. >>
O toponimo de “Joaquim Pires” presta uma homenagem ao
Senador da Republica, Joaquim de Lima Pires Ferreira.
JOAQUIM DE LIMA PIRES FERREIRA (Quincas), nasceu em 16/07/1868 na fazenda Buriti, no município de Barras, hoje no município de Esperantina, PI, e falesceu em 23/12/1958 no Rio de Janeiro. Advogado formado no Recife em 1890. Neste mesmo ano de 1890 foi nomeado Promotor público de Barra de São João, RJ. Exerceu o cargo apenas um mês, sendo designado Juiz pretor do Rio de Janeiro, então Capital Federal. Oficial do Gabinete do Presidente Floriano Peixoto.
Deputado Federal pelo Piauí (1895-1902) (1903-1905) (1906-1908) (1912-1914) (1915-1917) (1927-1929). Abriu no Rio de Janeiro um escritório de advocacia, exerceu o jornalismo e foi também professor de direito internacional no Instituto Comercial. Sua carreira política ficou interrompida durante o período do Ditador Getúlio Vargas, no poder (1930-1945). Eleito com a maior votação Senador pelo Piauí, pela União Democrática Nacional (UDN) (1947-1955). No mês de outubro de 1947, votou contra o projeto do Senador Ivo d’Aquino que extinguia os mandatos dos parlamentares eleitos pelo Partido Comunista do Brasil, cujo registro fora cancelado pouco antes. Membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão Mista de Investigação da Produção Agrícola e Respectivo Financiamento, foi também presidente da Comissão de Redação do Senado. Pelos relevantes serviços prestados ao seu Estado natal, o Piauí, a Assembléia Legislativa do Estado, o homenageou, dando seu nome a um dos municípios do Estado, o “Município de Joaquim Pires”. Casou-se em 28/04/1896 no Rio de Janeiro com MARIANA SIANES DRUMMOND DE CASTRO que nasceu em 11/10/1880 no Rio de Janeiro, e faleceu em 05/09/1952 no Rio de Janeiro. Filha de Frederico de Castro (nasceu em 1851 em Portugal, faleceu em 1887 no Rio de Janeiro) e de Marcelina Sianes Drummond (nasceu em 1857 no Rio de Janeiro, faleceu em 1933 no Rio de Janeiro). Joaquim de Lima Pires Ferreira e Marianna Sianes Drummond de Castro, foram pais de Jacy de Castro Pires Ferreira e de Jurandyr de Castro Pires Ferreira.
O Municipio foi solenemente instalado as onze horas e trinta minutos do dia 28 de dezembro de 1960, em sessão presidida pelo Dr. Dario Fortes do Rêgo, Juiz de Direito da Comarca de Buriti dos Lopes. Estiveram presentes ao ato as seguintes autoridades:
Dr. Francisco das Chagas Caldas Rodrigues - Governador do Estado; Dr. Jurandir Pires Ferreira - Deputado Federal; Dirno Pires Ferreira, respectivamente filho e neto do homenageado Senador Joaquim Pires; Deputados Estaduais: João Clímaco de Almeida, Alberto Monteiro, Antônio Gaioso Castelo Branco e Themístocles de Sampaio Pereira; Prefeita de Buriti dos Lopes – Senhora Zezita Cruz Sampaio; Dr. José Nicodemos Alves Ramos - Sub-Procurador do Estado; Agripino da Silva Costa, o pioneiro da independência de Porteirinha; Pedro Agápito da Silva, influente político local; Sr. Bispo Diocesano, representado neste ato pela pessoa do Pe. Francisco Bossuet Sales, várias outras autoridades e grande massa popular.
Nessa ocasião, foi empossado solenemente o seu Primeiro Prefeito Municipal - Joaquim Pires Costa - nomeado pelo Governador do Estado, Dr. Francisco das Chagas Caldas Rodrigues, através de Portaria de 21 de Dezembro de 1960.
Autor:
Francisco das Chagas Castelo Branco